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30.6.08

Afinal, este é um pensamento como qualquer outro, nada tem de ofensivo, disse, ao dar conta de que já o pensava há bastante tempo; talvez há dias. Ou há meses. Atrapalhou-se: no entanto, é verdade, podia ter pensado em coisas muito melhores.

7.4.08

Talvez seja assim. A quem amo e a quem não está nas suas mãos, quando se põe nas minhas mãos, devo fazer com que consiga colocar-se em suas mãos. E isso eu. Quando não estou em minhas mãos, antes que me perca em outras mãos, devo preocupar-me em voltar para minhas mãos. A partir daí, da liberdade que imuniza, posso entregar-me, devo perder-me, sabendo que dê por onde der, por muito contaminado que esteja, não vou deixar de me encontrar.

8.10.07

Assinalo a existência de uma película cuja composição química não conheço entre nós e o fazer bem, mesmo quando o desejo é conhecido e existente. Mesmo se isso passa pelo simples gesto simples de pegar num copo de água. O que é dizer: de ultrapassar uma distância que se mantém teimosamente intransponível.

14.9.07

… a bondade anda por aí …

1.7.07

… é preciso deixar passar o tempo até que algumas coisas se tornem impossíveis …

25.6.07

Não vou mudar uma vírgula ao que disse, não vou gritar.

14.6.07

… as palavras e as ideias adormecem; deixo-as dormir, descansar …

11.6.07

... afinal, as coisas não estão assim tão mal ...

9.6.07

De um modo tão leve que quase não o noto – a minha realidade é leve – é um pensamento que me surpreende.

6.6.07

Quando mergulho na escuridão, mergulho na escuridão. A luz continua lá fora.

26.4.07

ah, seremos nós capazes de tornar flexíveis e dóceis – dóceis – as nossas emoções?

17.4.07

quando as coisas derem, darão

2.3.07

! porque escrevemos tanto?

1.3.07

... fico a olhar para as frases; à espera. Tempo de mais, talvez. De algum modo, talvez, não haja outro modo de compreender.

Não gosto dos que tolhem, que andem tolhidos, nem que eu o seja.

26.2.07

... o que se pode dizer ...

29.11.06

É coisa minha, não que não jogue, não gosto de jogar xadrez com o pensamento: um pensamento à defesa, outro ao ataque, antecipar jogadas longas e extenuantes: casas brancas e negras, espaços vazios, damas, peões e rainhas; reis; numa palavra: combates mentais.

8.11.06

de vez em quando, sou como era

6.11.06

Não insistas e não repitas. Falaste bem. Mas, percebe agora que tenho de decidir em silêncio.

2.10.06

… sem interrupções no caminho, se deixarmos, uma coisa leva a outra que por sua vez leva a outra …