Depois da leitura das cartas paulinas, com particular atenção à Carta aos Romanos, saliento o seguinte. A ênfase especial, a insistência reiterada, que de resto se encontra nos Evangelhos, dada à necessidade de uma relação pessoal com Jesus. Isto é repetido vezes sem conta. E é importante. Esta relação pessoal com Jesus, em Paulo, não é uma relação com uma figura. Sejam quais forem os modos que a figura possa tomar: míticos, históricos, cinematográficos ou fantasmáticos. A figura do tetravó, por exemplo... Jesus está aí… Haveria muito que dizer desta insistência na necessidade de uma relação pessoal. E acerca do que ela diz do que pode ser a religiosidade cristã. Em Paulo e não só. Em Paulo, entretanto, e como nota colateral, assinale-se que seria interessante ver como joga a sua insistência na relação dos crentes com o próprio Paulo. A segunda nota de leitura é complementar da terceira. Ao homem, aquilo que verdadeiramente lhe interessa só é possível com a ajuda de Deus. Só com Ele ao lado, podemos seguir em frente. Contudo, isto não desemboca em qualquer proposta de inactividade. Pelo contrário. Cada um tem de fazer um esforço constante para se tornar parte activa nos desígnios amorosos de Deus. Para conseguir fazer refluir esses desígnios nas particularidades da sua vida.
2.7.08
16.5.08
1.11.07
23.7.07
Não se pode dizer que o tempo da nossa morte seja rápido. Mas rápido não é o tempo que demora a nossa ressurreição.
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7.5.07
22.3.07
CAPÍTULO 2 - Que trata cómo se han de descuidar de las necesidades corporales, y del bien que hay en la pobreza. - (...) Pues dejáis la renta, dejad el cuidado de la comida; si no, todo va perdido. Los que quiere el Señor que la tengan, tengan enhorabuena esos cuidados, que es mucha razón, pues es su llamamiento; mas nosotras, hermanas, es disparate.
3. (…) cuando menos hay, más descuidada estoy, y sabe el Señor que, a mi parecer, me da más pena cuando mucho sobra que cuando nos falta.
Teresa de Avila, CAMINO DE PERFECCIÓN
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7.3.07
Não sei expressá-lo com plenitude: vai mais ou menos: um santo é um homem que perdeu o medo.
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5.2.07
- a Esperança o que nos diz? – no fim, seja ele quando for, não há hipótese para o mal – pensemos nisso -
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22.1.07
«Um homem sabe que encontrou a sua vocação quando deixou de sonhar com a maneira de viver para começar a viver.» - Merton, Les chemins de la joie.
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16.1.07
«A verdadeira vitória sobre si mesmo é a conquista de nós mesmos (…) para chegar à posse de nós mesmos, uma certa confiança, uma certa esperança na vitória é necessária. E para manter essa esperança viva, nós devemos ter habitualmente uma certa experiência de vitória. É necessário conhecer o que é vitória e quanto é preferível à derrota.» - Thomas Merton, Les chemins de la joie.
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28.11.06
27.11.06
Quando nos sentimos próximos da realização da nossa aspiração de nos tornarmos deuses, olhamos os outros do alto do nosso desprezo. Quando nos sentimos longe, sentimo-nos miseráveis, execráveis. Entretanto, da divinização à execração vai um passo. Outro com tamanho igual no sentido inverso.
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24.11.06
14.11.06
Que pode ser bem uma história sem conchavo, pois o que diziam, o buraco que diziam aberto no chão, a terra barrenta acumulada nos lados, sabe-se lá porquê, era de dimensão inaudita, e de todo desproporcionado para o fim a que era destinado; mais ainda, não é fácil acreditar que o fundo do buraco estivesse repleto de lacraus, cada um com o bico mais afiado que o outro, e que, ainda assim, no meio deles, serpenteassem cascavéis e que o ar estivesse pejado de abelhas assassinas que não fugiam dali para lado nenhum. Ora, se somarmos a isto, o facto de o homem que lá foi posto dentro para expiar uma culpa de que não há história, sabe-se apenas que tinha a ver com um sino, com o hábito de tocar sino, ter sido mordido por lacraus, abelhas e serpentes, e ainda assim ter sobrevivido, a coisa começa a complicar-se… Reza no fim da história uma moralidade estranha, difícil de colar ao que nela é contado: que quando a maldade dos outros e o nosso mal não nos atingem inteiramente, os nossos passos podem caminhar no caminho da humildade.
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12.11.06
6.10.06
Tudo depende da resposta à pergunta - por quem? – Estamos salvos quando somos reconhecidos.
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27.9.06
hei, – então –, rapaz, olha, – nem que seja de vez em quando –, para a eternidade.
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5.9.06
24.7.06
… e a propósito: sei lá o que isto quer dizer mas acreditar em Deus passa por lidar com a invisibilidade ...
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7.7.06
Um desabafo: nunca mais chega a hora de dizer que afinal aquilo que julgava importante não o era e aquilo que julgava com menos importância, afinal mais a tinha.
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