2 de julho de 2008

Depois da leitura das cartas paulinas, com particular atenção à Carta aos Romanos, saliento o seguinte. A ênfase especial, a insistência reiterada, que de resto se encontra nos Evangelhos, dada à necessidade de uma relação pessoal com Jesus. Isto é repetido vezes sem conta. E é importante. Esta relação pessoal com Jesus, em Paulo, não é uma relação com uma figura. Sejam quais forem os modos que a figura possa tomar: míticos, históricos, cinematográficos ou fantasmáticos. A figura do tetravó, por exemplo... Jesus está aí… Haveria muito que dizer desta insistência na necessidade de uma relação pessoal. E acerca do que ela diz do que pode ser a religiosidade cristã. Em Paulo e não só. Em Paulo, entretanto, e como nota colateral, assinale-se que seria interessante ver como joga a sua insistência na relação dos crentes com o próprio Paulo. A segunda nota de leitura é complementar da terceira. Ao homem, aquilo que verdadeiramente lhe interessa só é possível com a ajuda de Deus. Só com Ele ao lado, podemos seguir em frente. Contudo, isto não desemboca em qualquer proposta de inactividade. Pelo contrário. Cada um tem de fazer um esforço constante para se tornar parte activa nos desígnios amorosos de Deus. Para conseguir fazer refluir esses desígnios nas particularidades da sua vida.

2 comentários:

antónio davage disse...

Sinto a falta.
Deixaste-te disto?

a-bordo disse...

antónio:
vamos ver! :) ... vi que tu voltaste às lides e com isso fico eu contente! ... abraço