12 de maio de 2007

«A esperança ilusória assenta em nós considerarmo-nos demasiado importantes. Não conseguimos imaginar que as coisas continuem indiferentemente a existir sem nós, que não sofram com a nossa ausência. Do mesmo modo como para aqueles que navegam, as montanhas, os campos, as cidades, céu e terra se escapam à medida que eles próprios se afastam, assim também nós imaginamos que faltaríamos às coisas na medida em que elas nos escapam.» Hans Blumenberg, Naufrágio com espectador, Vega, 30.