13 de abril de 2007

Plutôt nous y dissoudre que d’entendre une certaine voix ! Nous ne commençons à nous sentir menacés dans ce qu’il nous plaît de nommer notre autonomie que lorsque retentit au dehors de nous cette voix qui nous appelle. Or l’appel ne peut venir que de Quelqu’un. Voilà pourquoi nous prenons en pensée tant de précautions pour éviter d’avoir à reconnaitre à la Divinité la voix d’un être personnel. Nous ne voulons pas être appelés, appelés par notre nom. Nous ne voulons pas être prévenus, nous ne voulons pas être aimés.
Henri de Lubac, La rencontre du bouddhisme et de l’occident, Aubier, 281

4 comentários:

Anónimo disse...

uma visão católica do budismo, fernando.
o apelo simultâneo de autonomia e dissolução é mais próximo, apesar das culturas, do que possa parecer.

c.m.

Anónimo disse...

... apenas menos eu, logo menos doutrina.
c.m.

a-bordo disse...

c.m. folgo em ler-te; a tese de lubac, não negando algumas semelhanças, visa fundamentalmente procurar as diferenças; de modo rápido: de 1 lado ateísmo, do outro não; de 1 lado, impessoalidade, do outro pessoalidade; quanto à ascese ou dissolução: de 1 lado, a ascese como meio para o distanciamento, do outro, como meio para melhor empenhamento... abraço

a-bordo disse...

nota: é a tese de lubac; discutível; não por mim, pelo menos no nível onde são colados os dados por lubac, na medida que não conheço a esse nível o budismo... seja de que modo for, interessante, até porque lubac afirma ser o budismo o grande rival espiritual do cristinismo contemporâneo...