29.11.06

É coisa minha, não que não jogue, não gosto de jogar xadrez com o pensamento: um pensamento à defesa, outro ao ataque, antecipar jogadas longas e extenuantes: casas brancas e negras, espaços vazios, damas, peões e rainhas; reis; numa palavra: combates mentais.

28.11.06

anel, anel, anéis.

Humilhado!... Mas aos olhos de quem!?

27.11.06

Quando nos sentimos próximos da realização da nossa aspiração de nos tornarmos deuses, olhamos os outros do alto do nosso desprezo. Quando nos sentimos longe, sentimo-nos miseráveis, execráveis. Entretanto, da divinização à execração vai um passo. Outro com tamanho igual no sentido inverso.

24.11.06

A verdade destrói a idolatria.

23.11.06

Imperativo categórico... e eis que vai largando pantufas e calçando sapatilhas a máxima: o pior é para todos.

22.11.06

Há boas diferenças.

20.11.06

O homem abstracto floresce. Floresce? – Multiplica. Quem é este homem? – O que traça planos no papel e na cabeça para depois os tentar impor à realidade. A realidade geme? – O som deve ser abafado nas duras razões que o plano traçou.

15.11.06

ring, ring... rings!

14.11.06

Que pode ser bem uma história sem conchavo, pois o que diziam, o buraco que diziam aberto no chão, a terra barrenta acumulada nos lados, sabe-se lá porquê, era de dimensão inaudita, e de todo desproporcionado para o fim a que era destinado; mais ainda, não é fácil acreditar que o fundo do buraco estivesse repleto de lacraus, cada um com o bico mais afiado que o outro, e que, ainda assim, no meio deles, serpenteassem cascavéis e que o ar estivesse pejado de abelhas assassinas que não fugiam dali para lado nenhum. Ora, se somarmos a isto, o facto de o homem que lá foi posto dentro para expiar uma culpa de que não há história, sabe-se apenas que tinha a ver com um sino, com o hábito de tocar sino, ter sido mordido por lacraus, abelhas e serpentes, e ainda assim ter sobrevivido, a coisa começa a complicar-se… Reza no fim da história uma moralidade estranha, difícil de colar ao que nela é contado: que quando a maldade dos outros e o nosso mal não nos atingem inteiramente, os nossos passos podem caminhar no caminho da humildade.

12.11.06

: ama os teus inimigos.

8.11.06

de vez em quando, sou como era

há uma diferença entre falar sobre o que fazemos e falar sobre o que os outros fazem

6.11.06

gosto de ver peças brancas, umas calças, uma saia, um casaco, no Inverno.

Não insistas e não repitas. Falaste bem. Mas, percebe agora que tenho de decidir em silêncio.