… a alma treina-se, opção a, vírgula, opção b, reticências, terceira opção, ponto, opção d, exclamação, quinta, pergunto, e para ser o quê …
29.6.06
21.6.06
O mundo e os conceitos? - Responde o Doutor Bernardo: ouvi dizer a um homem de siso, de muito siso, ou pelo menos assim, nessa conta, o tenho, que podemos, nem que seja geometricamente, traçar abstractamente a génese da avenida da seguinte maneira – num primeiro momento, os conceitos querem-se definidos, com limites claros na extensão e na compreensão; que lancem focos de luz no negrume, que pontilhem de pontos precisos a escuridão; para que a pele do mundo se possa tornar pele de dálmata; num segundo momento, há a clara consciência de que não podemos ler o mundo de um modo tão pontuado, mesmo se a crueza dos pontos surge compensada pela irregularidade com que se distribuem; por isso, há a clara necessidade de fazer bailar conceito contra conceito, de criar zonas de sombra e de intercessão; mais ainda, e isto já numa fase posterior, para uns uma fase dolorosa, para outros excitantemente obsessiva, de fazer com que os conceitos – jogados uns contra os outros – se destruam; podemos perder tempo nisso, ficar fixados no jogo da contradição; mas não atingiremos a verdadeira forma do mundo: a avenida que se abre quando deixamos vir até nós o espaço que está suspenso na fixidez dos conceitos ou revolto no pó que se levanta no momento da oposição: é essa a minha opinião.
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16.6.06
“Não podemos deixar de errar o principal em quase tudo que fazemos. Que tem isso? A vida não é questão de tirar algo de cada coisa. A vida em si é imperfeita. Todas as coisas criadas principiam a morrer na mesma hora em que começam a viver, e ninguém espera de qualquer delas que chegue a uma absoluta perfeição e muito menos que nela se mantenha. Cada indivíduo é apenas um esboço da perfeição específica prevista para o seu género. Porque exigir mais do que isso?” - Thomas Merton no Jardim de Luz.
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Realço o comentário: "A sugestão é - apenas - tentarmos fazer o nosso melhor e admitir que o erro pode coexistir com a nossa dedicação" - Andarilhus do Galaga Courelas.
Marcadores: ocupação dos dias
12.6.06
... não é fácil, nada fácil, encontrar o ponto de apoio que regará, inundará o futuro …
Marcadores: ocupação dos dias
8.6.06
… da percepção e das cores, sem muita dificuldade poderia ser o título deste pequeno texto, pois nele podemos ler o que a Dona Rosa me disse, apoiada nos longos anos da sua intensa sabedoria: não devias ter comprado sofás dessa cor, sujam-se todos; deviam ser pretos ou castanhos; ao que me vi obrigado a retorquir: sujos ou não, gosto dos meus sofás brancos… - brancos, não, – disse-me ela – beges ...
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6.6.06
Ao chegar ao mosteiro, à cela, ao pé de Zóssima, o jovem trazia um saco na mão; a mão, o modo como a baloiçava, o modo como o saco ia para a frente, e como ia para atrás, os movimentos lentos, tensos, trémulos, diziam da sua indecisão; atrás, talvez, da vergonha; à frente, talvez, do desejo irresistível de se expor. «Ouvi-te, ó santo, dizer: não tenhas medo, não te atormentes. O perdão de Deus é grande» … Zóssima olhou para o jovem: - e então!? – O jovem perguntou: Porque é que não paro de usar este chicote, disse, retirando do saco um chicote ensanguentado. – Não sei. Mas pára de usá-lo.
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(7) ditos de Zóssima, 74: ... mas se lhe pareço assim tão bem-disposto, digo-lhe desde já que, mais do que qualquer outra, essa é a observação que mais me alegra. Porque foi para a felicidade que as pessoas foram criadas …
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2.6.06
«Tudo o que passa, fica. É isso a nostalgia?» - no antes que me deite:uma frase que brilha no escuro.
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