30 de setembro de 2006

quando saio dos meus monólogos, a fragilidade do que digo se não for assumida reveste-se de crispação ou de auto-hipnose.

9 comentários:

cbs disse...

Fiquei com a impressão que quando não gostas, ou te crispas, ou adormeçes :)

a-bordo disse...

cbs: :)

Andarilhus disse...

...na pluralidade das razões, a necessidade - talvez desnecessária - de estruturar hierárquicamente as ideias de uns e outros...
abraço

Vítor Mácula disse...

Ora, cá o encontro, caro Fernando... E pois, a distinção entre o outro em si e o outro em mim é uma (con)fusão... ;) E tomei a liberdade de o linkar (pois tem a ver, tem a ver)... Abraço

Bastet disse...

Hum... andas avesso ao contraditório!

a-bordo disse...

a todos: o que motivou este post foi o ruminar do último episódio da série o belo e a consolação, o encontro, - reposta na sic -, onde se encontram algumas das personalidades que tinham sido alvo de entrevista indivual em episódios anteriores; e o contraste entre o ambiente que caracterizou as intervenções individuais que vi e o ambiente que caracterizou a discussão colectiva; a serenidade deu lugar à agitação, a exposição "segura" de pontos de vista deu lugar à exposição de pontos de vista que para serem afirmados não raro deixaram de recorrer a alguma truculência... dito isto, passo a comentar comentários...

a-bordo disse...

andarilhus: isso e também o pensar e o procurar o que pode suportar as nossas hierarquias; e uma constatação: sozinnos não somos capazes de fazê-lo.

a-bordo disse...

vitor: obrigado pelo link; acrescentaria apenas que para além do outro em si e em nós, existe também o Outro - que nos suporta quando a nossa frágil fé, como Pedro, nos faz afundar, sabendo entretanto que sobre isso, estamos de acordo... abraço

a-bordo disse...

bastet: é por sentir que por vezes, fico ao avesso pelo contraditório, que procuro perceber porque ainda assim não fico de pernas para o ar: isso, como sabes, interessa-me mais do que o contraditar ... beijo