8 de março de 2006

É uma obrigação. Pela manhã, sei lá, sete horas, sete e um quarto, sempre antes das sete e meia, não digo, por isso, que a regularidade seja kantiana, não sei, está sempre antes de mim, quatro coisas traz sempre ao café em que acordo. O chapéu, como hei-de descrevê-lo? – Um chapéu francês, parecido com os chapéus dos gendarmes franceses, pala esticada para a frente. A idade que não se nota, o que se pode ver na cara de lua cheia, sorriso largo, e a incomensurável boa disposição que irradia, come, anula qualquer agrura. Terá perto de sessenta e cinco anos. E entre uma notícia e outra, no jornal que tem à frente, não há dia que não comente isto ou aquilo do jornal, da rua que está lá fora, em voz alta, franca, seca, sorridente. Há sempre quem o ouça. A empregada do café. Eu. A mulher que por vezes se senta a seu lado. Outro qualquer cliente. Quem o escuta, não pode deixar, tem a obrigação, de sorrir com simpatia.

6 comentários:

Aires Montenegro disse...

Serei eu???????

a-bordo disse...

... falta-te o chapéu! - abraço...

CAP disse...

Chapéus há muitos... :)
Abraço a ambos.

a-bordo disse...

cap: outro para ti:)

Anónimo disse...

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