29.12.05

Pus água no copo de vidro com riscas azuis, para regar as minhas flores de plástico.

28.12.05

«O quadro traçado por Strawson contém uma interessante «mudança gestaltista». A princípio pode parecer que as atitudes morais associadas à censura seriam duras e desapiedadas; podemos ser tentados a pensar que seria uma melhoria significativa se preferíssemos atitudes mais liberais e compreensivas para com coisas como crimes e «comportamentos desviantes». Tratar as pessoas como pacientes, e não como criminosos, parece um passo numa direcção humanamente mais correcta. Strawson pede que nos confrontemos com o que se perde com esta alteração. E sugere que muito daquilo que faz das relações humanas algo de especificamente humano se perde. Suponhamos, por exemplo, que pretendo explicar a alguém as razões de ter adoptado um certo comportamento. Verifico, afinal, que as pessoas ouvem a minha história olhando-me de uma maneira que sugere que aquilo que estou a dizer é mais um sintoma. Tratar-se-ia apenas de um sinal de que necessito de ser conduzido ou cuidado ou curado ou educado. Fui, portanto, desumanizado. Quero que a minha decisão seja compreendida e não encarada com paternalismo. Quero que as outras pessoas «ouçam a minha voz», o que significa compreenderem o meu ponto de vista, verem de que modo as coisas se me apresentam e não interrogarem-me quanto às causas que conduziram um organismo a comportar-se deste modo.» Simon Blackburn, Pense, Gradiva, 116.

22.12.05

... Santo ... bom e feliz Natal a todos ...

20.12.05

... entre outras coisas, gosto de pensar que faço - embora o mais correcto talvez fosse dizer que gostaria - se pudesse - ética mínima; algo com um ar antes e também doméstico; pequenas orientações para estar comigo em casa ou andar comigo na rua; muito pouco ou não muito para trabalhar; talvez, claramente, pouco "social" ...

15.12.05

... não posso dizer que sou fã de pensamentos intrusos, sobretudo daqueles que povoam o caminho do pensamento, vindo de nenhures e que ocupam o espaço mental com um ar de algoz ou disparate; seria heroicidade a mais; grande parte das vezes, não lhes reconheço verdade; embora, esses estouros na placidez neuronal não se cansem de a reclamar; claro que reclamam outras coisas; querem ser avisos, alertas, desprezos, ou promotores de comodidade; e aí? - no entanto, grandes defeitos que são, têm no entanto uma grande virtude: fazem-nos, por momentos, viajar pelas margens; obrigam-nos a caminhar pelo meio… dois em um!? – é claro que se pode pedir mais, mas...

14.12.05

É um pensamento parvo – e sei que não pode ser – e por isso não devia ficar espantado – mas, fico, contra toda a lógica e contra toda a evidência – de facto, não pode ser – mas fico sempre atónito quando vejo que os ricos não compram mais tempo. O que não percebo – ou, talvez, com rigor, não é dor minha – é porque não lhes dói o tempo que eu – se calhar mal, mas com dor minha – acho que a todos faz falta.

13.12.05

... é necessário continuar a sublinhar que subir cansa...

Um dos méritos na descrição da Terra Prometida é ela não ser colocada logo e ali.

7.12.05

“A enorme grandeza do cristianismo reside no facto de não procurar um remédio sobrenatural contra o sofrimento, mas sim uma prática sobrenatural do sofrimento.” Simone Weil, A Gravidade e a Graça (ed.Relógio d´Água) no Guia dos Perplexos.

5.12.05



Francisco Mata Rosas - La mano del hombre.

4.12.05


Xavier Mellery - The Hours (Eternity and Death)

3.12.05

(5) Tornai-vos dia claro
(6) Corpo inteiro
(7) E alegria.

1.12.05


Mihai Mangiulea - untitled