9 de novembro de 2005

a eterna adolescência; sou muito experiente; é; exemplo, no sexo; no corpo; natação, corrida, levitação; gripes, insolações; substâncias; exemplo: cocaína, heroína; vodka e laranja; na alma, mais; necrofilia, chega; não, não chega; tiques que mostram o meu receio pelo dia seguinte; ideias, ideias, ideias; razões, razões, razões; gestos mágicos; por falar em máquinas; lavar a roupa, torradeiras; depois da Arménia, senti-me soldado; poupei na bolsa; jogaram por mim; li com conta; não conto os obstáculos que enfrentei; sou experiente; consciente de que não se afastou de mim o cheiro a leite.

3 comentários:

AF disse...

ansiedade?

a-bordo disse...

Não. a ideia é a "suspeita" de que poucas experiências, por muitas que sejam, nos tornam adultos; já depois de escrever isto, lembrei-me do gombrowizc, autor da pornografia que existe em português, preguiça minha não colocar aqui a editora, que nos lembrava que um dos estados correntes da nossa vida contemporânea é a "eterna imaturidade"; julgo que era assim que o definia; se não for, espero que não ande longe. Abraço.

Anónimo disse...

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