26 de novembro de 2005

Estive a ouvir a Tabacaria de Fernando Pessoa. E não pude deixar de me lembrar durante o poema, e especialmente, por altura destes versos,
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
das palavras de Madre Teresa: «No es tanto lo que hacemos cuanto el amor que ponemos en lo que hacemos lo que agrada a Dios.»

2 comentários:

Bastet disse...

Pois... eu cá também me fico mais pela parte onírica... mas quem sabe não chega ainda a minha fase da reconquista?!!! :)* Um beijo de uma gata rouca e fanhosa!

a-bordo disse...

outro para ti e que acabem as doenças aí por casa :)