17 de outubro de 2005

Há noites destas. Blof, blof. O carro sem gasolina. No Porto. Ao lado era o jardim de São Lázaro. Situação complicada. Precisávamos de um sítio para dormir. Não íamos ficar o resto da noite no carro. Eram três da manhã. Saímos para fumar um cigarro. Demos apenas uns passos na rua. Chovia, regressamos ao carro. Não tens mais!? - Não tenho, disse-lhe. E tu!? – Também não. Dois cartões de crédito a zero. De manhã, lá teria de ser, tinha de telefonar para Lisboa, para que alguma alma caridosa depositasse dinheiro na minha conta. Agora, não. Matavam-me. E tu!? – Não posso acordar os meus pais. Seria a morte certa… Era duro. Ela era do Porto. Tinha acabado de conhecê-la. Foi, como sempre, trivial. Copos, sorrisos, conversa. O interessante veio depois. Ficámos no carro, em silêncio, sem saber o que pensar. Nem eu, nem ela. Ela a ver se eu tinha coragem. Eu a tentar decifrar que coragem seria a minha, se aceitasse usar o cartão de crédito que o seu último namorado lhe tinha deixado.

7 comentários:

Ivar disse...

está no meu "gostei muito". Abraço.

Bastet disse...

Dava-me jeito esse cartão de crédito, acho que teria coragem de o usar :)

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estou sem acesso ao servidor e por isso com alguns atrasos na postagem; por isso, daqui, de computador alheio, abraço ao ivar e beijo para ti, bastet. o irreponsável a bordo, fernando

Bastet disse...

:/ então? E agora? Fazes falta Fernando.

a-bordo disse...

é o sapo, é o sapo, bastet. mas finalmente lá puseram esta coisa a funcionar. beijo para ti.

Anónimo disse...

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