30 de setembro de 2005

gostaria de contar aquela história; quando ele chega a estação, depois de durante a noite, ter decidido confessar o seu amor, ela, quinze minutos antes de entrar no comboio, beija outro; não há nada a fazer; ele sabia; ela tinha esperado por ele; mas, ele demorara tempo demais; contudo, mais do que fazer este relato, podíamos discutir se não seria mais interessante contar o modo como ele sentiu o que viu; se não soubesse o que fazer, se ficasse completamente paralisado, se na sua cabeça nem sequer surgisse a hipótese de fingir que tinha vindo comprar o jornal, poderíamos concluir que a amava verdadeiramente; depois, poderíamos pensar o que isto significa realmente; não sei é se não nos teríamos de calar.

2 comentários:

CAP disse...

Enquanto devaneias, os "camones" vão pensando nos seus tostões.
A blogolândia está cada vez mais parecida como mundo lá de fora. ;)

a-bordo disse...

assim parece; mas enquanto se entretêm com coisas destas, não se entretêm com coisas piores... :) um abraço.