22 de julho de 2005

A doutrina, José, CC, tem por função construir um quadro universal. Um quadro susceptível de nortear o pensamento de todos, susceptível de nortear o comportamento universal. Isto é pesado. Mas é um peso que tem de ser carregado. Precisamos de referentes; para os aceitarmos, para os modificarmos, para os rejeitarmos. Na teoria e na prática. O problema do fundamentalismo, cristão ou islâmico, socialista ou capitalista, é outro; não é o de advogarem doutrinas e referentes; o problema é de não deixarem na teoria e na prática, espaço para os aceitarmos. O problema é que parecem imunes ao facto de Deus nos ter conferido liberdade.

5 comentários:

MC disse...

Fernando, mais uma vez estou rendida. Bateu no ponto certo. Quando topamos com formas de ver, iguais às descritas, apetece-nos logo ser adolescentes e mandar a doutrinação às urtigas. Declarar a nossa independência. Por isso é que esta gente é perigosa. Para os que os "rejeitam" e para os que ficam "colados" a eles.

CC disse...

Sim, por isso eu escrevi que o problema é querer encontrar uma «resposta totalitária para o mistério da Criação e uma solução para os desígnios de Deus, e não o de criar um espaço para viver.

a-bordo disse...

maria da conceição: assim é; há muito que penso que uma das maiores virtudes cristãs, passa pela descriminação; por não aceitar, por não rejeitar tudo em bloco; há qualquer coisa "carnal", "animal", "satanica", na aceitação sem limites, na rejeição em bloco... por isso, o mandamento de amar os inimigos...

a-bordo disse...

cc: bem re-vindo; eu gostaria apenas de acrescentar, numa temática que me vai sacudindo ultimamente, livre; criar um espaço livre para viver. um abraço.

Anónimo disse...

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