24 de junho de 2005

Ando a tirar um curso por correspondência de critica literária, na universidade aberta, e mandei para a cadeira inventar novos termos a ver se colam, por mail, o texto do post em baixo, de Bastet, e o anexo crítico que transcrevo de forma brilhante: «classifico, caro doutor, o texto dentro da categoria não perder, não perder, e dentro dessa categoria, por vezes esquecida, na categoria maior, não perder pitada de sentimento. Eis como justifico a opção. O autor depois do choque de vislumbrar na mente alguns minutos de felicidade, tudo fez para que esse choque e esse vislumbre, a beleza dessa visão, fosse agarrado; por isso, enquanto escrevia uma palavra, pensava a palavra seguinte; por isso, enquanto pensava a palavra seguinte, nova palavra era escrita; daqui, o carácter intenso, vertiginoso, da escrita; aqui, o modo como os boxers amplos com desenhos infantis do amante adquirem beleza; não porque cumpram qualquer tendência da Moda Lisboa, – a questão não é sociológica –, mas porque sendo pano, têxtil, estampa, são arrastados do pano para o papel, do papel para a tinta, para a escrita que os dilacera e refaz na voragem que a visão da autora tem da sequência do strip. O que de algum modo põe em jogo a voz e o fenómeno e introduz teoricamente a sequência que vai da imaginação transcendental de Kant às difíceis reflexões de Derrida, e deixa, como não podia deixar de ser, muita semiótica e muito Barthes de lado.» Coisa que é fácil de fundamentar e que fundamentadamente enviei. Mas, com isso não vos maço agora. Deixo a maçada para o professor.

3 comentários:

Bastet disse...

:) fico, agora, sem palavras. Um beijo.

Anónimo disse...

Cool blog, interesting information... Keep it UP » » »

Anónimo disse...

That's a great story. Waiting for more. »