6 de maio de 2005

Catolicismo 8. No catolicismo, ainda que um sacerdote tenha as mãos impuras, podemos, ainda assim, contar com ele. Porque há algo que passa pelas mãos do sacerdote que não é contaminado com a sujidade. Isto possibilita ao católico quando confrontado com um sacerdote que considera mau, esperar que por ele passe algo de bom; bom, não: que passe por ele, pura e simplesmente, o melhor. Assim, por muito mau que seja o padre, o bispo, o cardeal e o Papa, por muito mau que seja o factor humano, pode o católico continuar a acreditar que tal mal, não é impedimento do bem; e que – “suprema das ironias” – através desse mal, passará o melhor. Por isso: