9 de abril de 2005

p.s. imaginação e pecado. Tradução free.
Alvin 13.
Alvin Plantinga, Warranted Christian Belief, Oxford University Press, New York, 2000, 210: «Como Agostinho e Pascal notaram, este conjunto complexo e confuso de atitudes, afeições e crenças que constituem o estado de pecado é fértil campo para a ambiguidade e a auto-decepção. (…) Talvez eu reconheça, numa espécie de modo semi-subliminar, que o que está aí é profunda desordem e o pior na minha vida. Quase reconheço o egoísmo e o modo auto centrado que caracterizam a maior parte dos meus momentos acordados. Talvez note ainda que quando (ou talvez especialmente) estou em solilóquio privado, quando não se coloca a questão da influência dos outros, eu imaginativamente crio, procuro e contemplo várias situações, nas quais saio vitorioso, ou heróico, ou sofrendo por muito tempo de modo virtuoso ou de uma outra qualquer admirável forma. Talvez tenha um vislumbre desta tolice e desta corrupção, mas a maior parte do tempo não lhe presto nenhuma atenção e ignoro-as; escondo-as de mim, escapando para o trabalho, para os projectos, para a família, para a realidade do quotidiano.»