25 de abril de 2005

Alvin 28.
A meio da tarde, fomos levados para trás do vidro. Já lá estavam Mister Jones e Mister Smith. Cumprimentaram-nos, cerimoniosamente. Os agentes nacionais, o professor e o Jipe, entraram na sala, à nossa frente… Bom, não vou tentar adivinhar a estratégia seguida pelos agentes Roberto e Gonçalves. Roberto e Gonçalves procediam do seguinte modo. Relatavam um conjunto de factos. Paravam. Fixavam atentamente o professor e o Jipe. Pareciam à espera. Depois, continuavam. O que contavam, não inventavam nada, vim a saber depois, era incrível. Uma dor para um ser como eu de imaginação amarrada. Estava atónito. Como poderia ser? – Olhava para a minha tia, mas era de pouca ajuda. Também ela bebia avidamente cada uma das palavras, cada uma das informações. Não era para menos… Eis o resumo. Ou melhor, a minha interpretação. A polícia parecia convencida que havia grossa conspiração. Com o professor metido. O professor tremia. Jipe mantinha-se impenetrável. A polícia contava que o surgimento de Jipe tinha posto no ar forças de diversos países. Amigos e inimigos. Que a nave de Jipe continuava desaparecida. Que na casa do professor, os registos das comunicações via rádio haviam sido apagados. Que tinham sido apagados todos os dados do seu computador. Que na atmosfera linguarejavam códigos como antes não se havia visto. Que todo o vinho ecológico fora vendido a uma velocidade recorde. Que não se percebia o silêncio de Jipe. Em suma: não percebiam como os dados se conjugavam. Alguém teria de conjugá-los, a bem ou a mal… O professor pediu um copo de água e um pacote de açúcar. Gotas de suor rolavam-lhe pela face.

10 comentários:

Bastet disse...

Se fazem mal ao Jipe quem lhes vai à cara sou eu! :)

a-bordo disse...

Olá Bastet. É bom ver-te de novo nos comentários. Quanto ao Jipe, a história está quase a acabar. Ainda não o disse, mas parte da responsabilidade é tua. Foi um desafio teu num comentário anterior, que me levou a encarar a tarefa com maior - sei lá. um beijo.

Bastet disse...

Mesmo quando não estou nos comentários estou por cá a ler-te diária e atentamente. Já o disse, não a ti, mas agora a ti, que o teu "a bordo" é só o meu blog favorito. Quanto ao desafio ficou comprovado esse teu jeito de dar fábula e romance aos conceitos mais complicados. Um beijo de quem ainda não esqueceu ter deixado um e-mail a meio e de quem se compromete enviar o pedido. Outro beijo.

a-bordo disse...

Demorou. Mas aqui vai. Muito obrigado pelo comentário, não é todos os dias que se ouvem coisas destas. Corei e dei por aqui umas voltas, mas lá consegui sentar-me e escrever não dizendo muito, mas tentando deixar nas entrelinhas tudo quanto haveria para dizer. Um beijo para ti.

Bastet disse...

:) (estes códigos de sorrisos evitam-nos muitas palavras, do tipo, tu mereces, gosto mesmo muito do que tu escreves, obrigada pela resposta, sei lá!)

a-bordo disse...

Ora então, vamos lá ver se aprendo :)

Anónimo disse...

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