23 de abril de 2005

Alvin 26.
Na Polícia Judiciária do Porto, de manhã, o agente Gonçalves e o agente Roberto concentraram-se em mim e na minha tia. Levaram-nos para uma sala, coberta em grande parte do lado esquerdo, por um vidro. Perguntaram o que haviam perguntado. E não mudaram de atitude. Abanavam a cabeça, que sim, quando lhes dizíamos o que se tinha passado com o estendal, com o lençol, ou quando os informávamos da marca dos nossos telemóveis ou da hora da chamada que eu fizera antes de ir ter com a minha tia. Estávamos nisto, quando entraram Mister Jones e Mister Smith. «O.K., O.K.,!», disseram para os agentes nacionais. O agente Roberto sorriu: «sabemos que são pessoas de bem, verificamos o vosso passado, a idoneidade das vossas afirmações, e dá-se o caso de que, a partir deste momento, estão livres. Quando quiserem, podem ir embora. Todavia, gostaríamos de contar com a vossa colaboração para nos ajudar a desvendar este caso. Fica à vossa consideração.»