18 de abril de 2005

Alvin 22.
Quando a carrinha parou em frente da esquadra de vila, os quatro senhores vieram abrir a porta da carrinha. Entramos e a esquadra estava vazia. Meteram-nos numa pequena salinha, fecharam a porta e saíram. Sentamo-nos num banco corrido. Ficamos ali, seguramente, duas horas. Eu fui olhando para os meus companheiros. Nenhum parecia ter vontade de falar. O professor e a tia olhavam para a biqueira dos seus sapatos. Jipe assumira novamente a posição de bola. Rabo no assento, cabeça no chão… A porta lá se abriu. O agente Roberto, com um gesto, convidou Jipe a segui-lo. Passada uma hora, Jipe voltou. O professor continuou como estava. A minha tia olhou-o fixamente. Eu perguntei: «então, Jipe!?» – mas, ele nada respondeu. A porta voltou a ser fechada. Com isso, o silêncio restabeleceu-se na sala. Passou outra hora. Foi a vez de minha tia. Quando regressou, desabafou: «coisa esquisita!», mas, num tom que não convidava ao diálogo. Passada meia hora, foi a vez do professor. O professor esteve lá bem mais tempo. Duas ou três horas. Quando regressou, foi a minha vez de seguir para interrogatório.

2 comentários:

'Thought & Humor' disse...

Thought I would stop in to say, "Hi"!!!

Howdy

'Thought & Humor'
http://ilovehowdy.blogspot.com/
Harvard Humor Club
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Anónimo disse...

That's a great story. Waiting for more. »