17 de abril de 2005

Alvin 21.
O aparato policial foi rapidamente desfeito. Apenas um carro seguia à frente, outro atrás, da carrinha blindada onde Mister Jones, Mister Smith e os agentes Roberto e Gonçalves nos meteram. Gentilmente, diga-se de passagem. Gentileza usada pelo agente Roberto, quando pediu licença para entrar em casa, para informar que tínhamos de acompanhá-los, que eram averiguações, que deveríamos compreender, que dado o caso, tudo estava debaixo de segredo militar e de estado. E que tinham de nos revistar. Não foi isso que esfriou o ânimo do professor; mas: «segredos e segredinhos, quando escaparei a tanto segredo!?» – Eu tentei animá-lo; disse-lhe que deveria ficar contente; afinal, a segurança do país, ao contrário do que julgamos, era célere a funcionar e capaz da mais alta colaboração internacional, que devíamos ficar contentes porque a polícia estava ali a mostrar alta inteligência identificando com rapidez um problema difícil, um problema com uma natureza verdadeiramente transcendental. «Desculpa Jipe, mas, é verdade, um problema é um problema mesmo quando é transcendental!», sentenciei eu, virando-me para o nosso amigo marciano que entretanto se fechara em copas. «Cala-te, não digas baboseiras!», ordenou a minha tia, também ela fechada em estado de profunda meditação.