16 de abril de 2005

Alvin 20.
Quando ouvimos as sirenes chegar, carros e carrinhas, o professor parou o tam-tam e dirigiu-se para a janela. «Andem, venham ver!», disse, entusiasmado. Fomos. A rua estava cortada e era ocupada por uma pequena multidão de polícias armados. Eu, ao ver as viseiras fumadas, fiquei cheio de medo. O nosso anfitrião não: «vamos, vamos, vamos entregar-nos à polícia!» «Entregarmo-nos, senhor professor!? – admoestou a minha tia. Acalme-se, por favor!» – Eu acrescentei: «e nada de movimentos estranhos». Jipe, resignado, disse: «só nos resta esperar.» - Tinha razão. Por fim, lá vieram os helicópteros. O professor, quieto e à janela, perdia a alegria, sem perder a excitação; excitado, rabujou: «que descoordenação! Como é que se pode ir a algum lado com uma polícia assim?» – Calou-se. Quatro homens desciam por uma corda. As gravatas esvoaçavam no vento produzido pelas hélices. Já no chão, desamarrotavam os fatos. O professor exclamou: «ena, ena, isto, sim, é polícia!» – O responsável pela polícia no chão, aproximou-se dos homens. Trocaram algumas palavras. O polícia fardado ficou para trás. Mister Jones, Mister Smith, o agente Roberto e o agente Gonçalves vieram até nós. Bateram à porta.