15 de abril de 2005

Alvin 18.
O professor veio à porta e franziu o sobrolho, intrigado: quem serão? Que faz esta respeitável senhora acompanhada por este anão mascarado? «Bem, disse num tom de voz amável, então, a que associação pertencem? Não sei se terei meios para corresponder aos vossos…» A minha tia riu-se: «não, senhor professor, não somos de nenhuma associação de solidariedade. O assunto que aqui nos traz é outro…» «Um lençol de teologia para o espaço», acrescentou Jipe. O professor olhou-o atónito: corriam-lhe pensamentos em que não queria acreditar. A tia admoestou-o: «é, senhor professor, é. Talvez fosse melhor entrarmos!» - Na sala, perdi uma oportunidade para ficar calado. Resolvi ter protagonismo e contei a história e ao que vínhamos. Acabei assim: «Jipe queria conhecer quem tanto trabalho teve para dar a conhecer ao universo um texto fundamental!» O professor perguntou-me: «desculpe, mas será o senhor, por acaso, um dos poucos admiradores sérios de Plantinga!?» Perante o meu embaraço, riram-se todos; Jipe com os seus barulhinhos. Depois, Jipe falou pela segunda vez e agradeceu: «a esta senhora, ao seu sobrinho e a si professor, muito obrigado. Este texto, não imagina quanto, tem uma enorme importância para mim…»