12 de abril de 2005

Alvin 16.
A minha tia ainda propôs que fossemos de tractor. Ela no banco com o marciano ao colo, chamava-se Jipe, assim, ele traduziu o seu nome. Queria ensiná-lo a conduzir máquinas humanas. O tractor era lento e por isso pouco perigoso. Eu não fui na cantiga. Chegava de nódoas negras no corpo. E de sofrimento. Ainda por cima, o caminho levava uns bons dezoito quilómetros. Não sei se algum de vocês já foi transportado no engate traseiro de um tractor. Não só a trepidação faz saltar as banhas aos músculos, como se corre um risco permanente de entorses, ou – pior - de queda para o alcatrão. Para além disso, já estava farto da figura de palhaço. Fomos no meu carro.