14 de março de 2005

«Foi já há uns anos, num daqueles dias sem luz e sem amanhã, que fui a uma das Tua casas e me sentei a um canto. Tremia por dentro, de puro medo, e queria rezar finalmente, mas não o consegui. Não consegui melhor do que Te perguntar, erguendo para Ti os olhos zangados, perguntar-Te a eterna pergunta dos da minha condição: Porquê eu? Porquê a mim? Que mal fiz eu? Mereço eu isto? Como é hábito, e também de justiça, o silêncio parecia ser a Tua resposta. Até que, falando de dentro de mim, ouvi algo que me perguntava: Mas porque não tu? Afinal quem tu és? Estás acima dos teus irmãos? Mereces mais do que eles? Mereces sequer aquilo que te tem sido dado?» - My own personal Jesus.