1 de março de 2005

Empastelar 13. A coisa passa por algo assim. O jogador olha para o pé. Está para marcar o penalty. O estádio em silêncio. A mulher na cama não percebe. A casa em silêncio. Como é evidente, empastelar será dar a volta ao campo, treinar os cinco mil metros. A estupefacção, claro, será menor se abrir braços e pernas, xis e xis, momentaneamente ginástica sueca. Do mesmo modo, a mulher nas compras, quando o marido nas noites dos últimos meses, não parece ter sede dos seios, da humidade da boca. Ou seria e é quando pensa, racional, no preço do creme, sopa, laca. Claro que não o dirá. Mesmo se encontra a amiga, por acaso, numa loja, do Gaia Shopping, e conversa, ante um quarto de pizza, de tudo e nada, pois quase toda a conversa é pretexto para empastelar.

6 comentários:

Bastet disse...

xii, correndo o risco da vulgaridade, parece-me que o marido é que anda a empastelar...

a-bordo disse...

correndo o risco de fazer como o outro que puxa pelo braço do amigo que está na fila direita para o obrigar para a ir pa a fila da esquederda comprar bilhetes, digo que o teu comentário solicita uma pequena história; e pergunto-me-nos porque é que se contam tão poucas histórias? - ou será que isso é apenas problemas meu e sou eu que não as leio?

Bastet disse...

venha pois a história que eu gosto de histórias. Sem esquecermos a continuação da hermenêutica do delírio do empastelamento já atrás prometida, a que vinha (ou ficou?)do sadismo das bolas pouco sadias.

a-bordo disse...

mas - ouve o meu choro: mas eu dei, eu dei - e agora ouve o ar rigoral - em 12, ou mais precisamente (12), coisa que feita me fez lembrar, vê lá tu, um dos livros que eu mais aprecio do Artaud, o Anarquista Coroado; tudo por causa da cor da brecha; então: perto do Artaud? - é melhor parar; é melhor parar; pelo menos enquanto a minha contínua auto-psicanálise não me convencer que esta associação é uma associação imperfeita; quanto à história, espero que penses no assunto, muito até porque tendo eu pensado já, não consigo dar seguimento.
um abraço

Bastet disse...

Sim. A cor amarela. Mas sobretudo a massa da fémea e o estilhaçado antípoda pastel de carne. O delírio das compras é o verdadeiro empastelamento escondido pela racionalidade dos preços. Pastel masculino sucedâneo ao marido sem sede dos seios e da humidade da boca. E o silêncio instala-se apesar da ginástica sueca, xis e xis que abrem e fecham em (e sem)amarelo.

Anónimo disse...

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