29 de março de 2005

Alvin 9.
O marciano esperou um momento. Esperou que o espanto passasse. Quando nos viu sorrir, «como é que o maluco sabe falar!?», disse a minha tia, começou a debitar um longo discurso, onde se ouvia falar de pecado. No fim, e passaram largos minutos, enquanto eu procurava desesperadamente uma teoria que enquadrasse o facto de um marciano falar sobre o pecado, a minha tia disse expedita: «ouve lá, ó marciano, o que é que percebes disso?». A resposta foi um monocórdico «um lençol de teologia para o espaço.» - Piscou os olhos. Para baixo e para cima. Uma vez. Começou a repetir o discurso, mas a minha tia interrompeu-o. «Ele não percebe nada do que está a dizer.» «Os marcianos não estão longe de nós», disse eu a dizer qualquer coisa. A minha tia não estava para graças. «Não te armes em espirituoso, vai mas é buscar o lençol!»