17 de março de 2005

Alvin 8.
Tudo isto acaba com a minha tia, o marciano, eu e um lente de filosofia em Amarante, na prisão. Mas, não adiantemos. Embora, tenhamos de abreviar. Mesmo contra meu grande desejo, não há tempo para descrever e discutir a mecânica espacial envolvida no aparecimento do verde. E seria necessário. Até porque isso foi grande fonte de problemas. Assim, se desleixo implacavelmente a parte científica da história, compreender-se-á que não descreva os campos verdes de Vila Meã, nem o que me levou nesse dia a casa da tia Maria… Postas, amigos! O curto manda. Há que cortar. Ainda assim tenho de dizer que quando cheguei à quinta da minha tia, fiquei espantado ao ver quem ela tinha por companhia. Ela ao ver o meu ar espantado, disse: «faz mas é qualquer coisa por ti abaixo e vai-me buscar aquele lençol! O amigo marciano precisa»... E foi aí que se deu o insólito: pois, se eu não contava com o marciano, a tia Maria não contava que ele abrisse a boca: «um lençol de teologia para o espaço!» – disse.