2 de março de 2005

Empastelar 14. É isto, é este tudo fazer que resolve tudo menos o que há para resolver, este pensar tudo, este falar tudo, que pensa tudo e tudo fala menos do que há para pensar e para falar. São estas camadas sucessivas para tapar um buraco que ainda assim não se enche.

9 comentários:

Bastet disse...

Perdoa-te. Esse é o buraco do conhecimento?

a-bordo disse...

Se colocarmos o fenómeno do empastelamento dentro de uma perspectiva cronológica, primeiro dá-se a ferida, é o post (1) a carne rasgada da criança, e com isso, dá-se também uma quase imediato conhecimento: a sintonia do seu choro; choro esse que precisa de ser respeitado; toda esta série tem por base isso: pensar o que não respeita esse choro, o que para tentar calá-lo, o transforma numa outra coisa que com isso perde sintonia com a ferida; no corpo - e por analogia na alma. Mas se por vezes parece conseguir esse silêncio, pelo multiplicar do ruído, não consegue nunca deixar que a bola de berlim com creme deixe de ostentar o que fende.

Bastet disse...

Creio entender. O choro é o luto pela ferida. Os processos de luto são dolorosos mas não devem ser acelerados e muito menos transmutados ou carregados de paliativos sob pena de não se respeitar ou sequer chegar perto do conhecimento (ou será só aceitação?) da brecha.

Bastet disse...

Li e reli. Talvez não seja só assim como eu quis dizer. O empastelamento surge-me agora ligado à negação do segundo nível de conhecimento. Da verdade que nasceria residente e simples e latente e que com consecutivos empastelamentos é relegada pelo esquecimento. Sem "filtros" a criança aceita a carne rasgada e chora. Já a mulher sózinha no leito se "esconde" na racionalização dos preços. Iludindo o silêncio e a aceitação. Bolas! (desculpa) mas chego sempre à confusão aparente entre verdade e aceitação...

Bastet disse...

Ficas hoje farto de mim mas corro o risco. É que a aceitação surge agora intimamente ligada ao perdão... Chorar, aceitar a dor, fazer-lhe o luto, perceber a verdade, perdoar?

a-bordo disse...

Não sei dizer as coisas de modo diferente do modo como as digo. Se soubesse fazia outra coisa que escrever posts. Mas penso que não faço mal. E a bondade do que faço passa muitas vezes por agarrar-me a lampejos, a pequenos flash que julgo verdadeiros. Talvez porque por aí haja uma oportunidade para não empastelar. Ou para colocar um pouco de pasta de dentes que um dia poderão dissolver as cáries. Dito isto, julgo que grande parte do que temos dificuldade em pensar funciona num regime magnético. Se não sabemos com clareza cada um dos passos, cada um dos conceitos, cada um dos raciocínios, se não conseguimos ordená-los numa pura sequência lógica, tipo primeiro está a ferida, a ferida consiste nisto e naquilo, depois o conhecimento, o conhecimento consiste nisto e naquilo, no conhecimento está a verdade, a verdade consiste nisto e naquilo, depois, a aceitação, a aceitação consiste nisto e naquilo, da aceitação resulta o perdão, que, e da ferida resulta o conhecimento, no conhecimento há verdade que por sua vez leva à aceitação, aceitação que consiste em e por isso perdoa, se não temos nada disto, temos dentro de nós algo como um campo magnético, que vai atraindo esses temas e que explica uns pelos outros. A ferida pela verdade, a verdade pela ferida, a aceitação pelo perdão, o perdão pela aceitação, a aceitação pelo perdão, a ferida pelo perdão, e por aí fora em múltiplos cruzamentos, em múltiplos pólos de limalha junta. Por isso, por vezes, e de modo justificado o modo aparentemente confuso com que se pensam estas coisas. De qualquer modo, e depois de dizer que concordo com aquilo que tu dizes, para confundir mais as coisas, acho que para além do tema maior do Tim, o amor, e que foi referido no comentário anónimo em baixo, falta ainda um outro tema que ainda não foi jogado, nesta série: e é a revolta; é que após a verdade, temos dois caminhos: ou a aceitação de que falas, ou a revolta que tantas vezes nos impede de aceitar a verdade da nossa ofensa, ou a verdade da ofensa do outro… um abraço.

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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