10 de janeiro de 2005

Como realizador de um filme americano que não seria invulgarmente chalado, poria em cena, numa rua de uma grande cidade, um agente do FBI, acabado de sair do escritório da agência... O agente dirige-se a um varredor: ei, pal, tem lume!? - O varredor vai ao bolso do impermeável florescente e saca de um isqueiro. O agente depois da primeira fumaça, mete conversa: então, como vai a vida!? - O varredor: well! E a sua!? – O agente: bem, está a ver, quando andava na universidade convenci-me que o melhor era tentar mudar o sistema por dentro! Fui capitão da minha equipa de futebol! E no final do curso entrei para a Agência, para dar segurança aos cidadãos! Sem segurança, não há um futuro melhor. E sem futuro melhor, reinará a injustiça! A injustiça é mãe de todos os males, não acha!? - O varredor franze o sobrolho. O agente depois de um ah, vira as costas, e começa a caminhar no passeio. A câmara segue-o uns milésimos de segundo; depois, volta para trás e apanha o varredor a trabalhar calmamente. Deste modo, passaríamos à cena seguinte.