30 de novembro de 2004

«Expulsos de Praga, esses extremistas encontraram refúgio no seu Tabor. Uma espécie de campo militar, onde afluíram bem cedo bandos de miseráveis vindos dos países em redor. Em 1420, os Taboristas elegeram o seu próprio padre. (…) O seu chefe principal é Wenceslas Korenda; o seu chefe de guerra é Jean Zizka (1360-1424), que saberá por medidas draconianas “transformar uma massa ardente, mas indisciplinada, num exército sólido”. Martin Huska, um iluminado, tinha convencido os seus fiéis que o Cristo já tinha voltado à terra em segredo e que eles estão destinados por Deus a preparar o seu reino, massacrando todos aqueles que se tivessem recusado a entrar na sua comunidade (…) O seu programa radical para este reino corresponde bem a alguns slogans dos nossos dias: era necessário abolir tudo o que na Igreja e na sociedade lhes aparecesse como instrumento de opressão: ter, saber e possuir.» (Diz Lubac no seu livro sobre os novos messianismos: 167)