18 de outubro de 2004

(14NP) Temos de voltar aos tempos que andam em torno do século sétimo. Aos tempos que na opinião de Brown afinam o nosso modo de ver o cosmos. Isto, quando nada deixamos de fora. Aqui seria interessante discutir se quando estamos a dizer sobre-natural estamos a dizer o mesmo quando utilizamos a expressão super-natural e se a utilização de uma expressão em detrimento da outra, não leva para caminhos errados. Mas não. Fiquemos apenas pelo pecado – o primeiro passo – que no século sétimo leva ao Inferno e Purgatório. Purgatório para quem Bernard adianta a hipótese de ser o local do além hoje mais aceitável... Só que o pecado é difícil de reconhecer. Por isso, Efrém reza. Os que não o fazem, nem têm dificuldade em reconhecer o pecado, sabem porquê. Não pecam. De facto, apenas acontece aos outros. Não são então assim como o que diz:

«Reconheço, de verdade, as minhas culpas,
o meu pecado está sempre diante de mim.»
(Salmo 51:5)

Nem como os que têm a sorte de dizer:

«Puseste as nossas culpas diante de Vós,
os nossos pecados ocultos,
à luz da vossa presença.»
(Salmo 90:8)