13 de outubro de 2004

(8NP) O Notícias do Paraíso de Lodge vai sendo servido às fatias. Assim seja. Apenas segue lição do Mestre Chang. «Horrorizado, Chang soltou uma espécie de gorjeio – o soluço chinês – e precipitou-se para o saco do lixo para os recuperar, exclamando horrorizado: «lá está você de novo a desperdiçar; e sabe como os meus princípios taoistas são firmes!» Havia tristeza na voz dele e eu senti-me envergonhado e pesaroso. Pegou nas folhas que eu deitara fora e alisou-as delicadamente entre os dedos – como se pudessem ter gravada na superfície alguma preciosa mensagem. Depois lavou-as. «São muito duras e velhas, Jolan», disse eu em tom de crítica, mas ele abanou a cabeça e apertou os lábios e, enrolando-as como uma grande folha de tabaco, pegou na faca mais afiada e cortou tudo o mais finamente possível. Repetiu pela centésima vez: «tudo é comestível, desde que cortado em pedaços pequenos.» - Isto na página 41 de Durrel depois de Durrel ter deitado fora folhas de alho-francês no seu Um Sorriso nos Olhos da Alma. Quetzal.