4 de setembro de 2004

No meio de (Jean Delumeau (Dir.), As grandes religiões do mundo, Editorial Presença), no meio de um bom artigo sobre o Islão por Azzedine Guellouz, encontrei um excerto: «Uma vez que comprometa a continuidade do ser na sua integridade física e a fortiori psíquica, um exercício espiritual não atinge o seu objectivo e vai até contra ele: a oração que esgota o devoto, como a generosidade que acarreta a ruína do doador ou a frustração dos seus próximos, é susceptível de excluir o individuo da comunidade daqueles que podem praticar a devoção e a esmola; pior ainda, pode fechar o coração, por amargura à caridade: “a melhor das esmolas é a que deixa desafogo. Começa por aqueles que tens que sustentar.”» (315)