14 de abril de 2004

O cristianismo representa a nível pessoal e a nível colectivo um trajecto de libertação. E pensa-se que tal trajecto implica dor para quem o empreende. Até aqui nada de novo. Contudo, o que por vezes fica fora de equação é que se o sofrimento é para quem caminha, é também para quem impede o caminhar. Para que isto não fique vago, lembremos o episódio testamentário das pragas. As pragas de Moisés mostram à saciedade que o caminho de libertação implica dor e sofrimento para aqueles que o querem impedir. Se não há história sem dor pessoal, não há também história sem dor para os outros.