27 de abril de 2004

Há tempo atrás, vi um filme que me marcou particularmente. E como por vezes acontece apenas ficou a marca e não o seu nome. O filme dava conta do serviço de um sacerdote católico numa zona degradada de Nova Iorque e das suas dificuldades para superar as adversidades no primeiro ano em que o exerceu. Penso que o filme era baseado num livro autobiográfico. Tratado cinematograficamente com os modos clássicos da narrativa de Hollywood, senti nisso uma falha. Porquê? – O sacerdote tinha começado o serviço com expectativas altas; contudo, pouco do que tinha sonhado tinha sido realizado. No fim, depois de estar perto do desespero, o sacerdote tomou a decisão de encarar o segundo ano com o mesmo empenho. Com uma diferença: aceitar desde o início do novo ano que o pouco que conseguisse fosse tudo.