29 de abril de 2004

O futuro. Vivemos culturalmente sob a figura dominante da história, mas o modo como lemos a história tem tendência a deixar de lado um dos seus horizontes. Dedicamos tempo às origens, à origem das espécies, do homem, das sociedades, do universo, mas dedicamos pouca atenção às finalidades. No entanto, ouvimos repetir com razão que não sabemos quem somos se não soubermos para onde vamos. Só com este horizonte de futuro, com a imagem do que não somos, fica completa a nossa imagem.