1 de abril de 2004

Com Teresa. «No último dos seus capítulos ela devota-se directamente ao problema da verdadeira e da falsa espiritualidade. Teresa volta-se para as visões e revelações. Ela declara que não vai discutir os “signos do discernimento” entre visões de Deus e visões do diabo (8:1): ela preocupa-se simplesmente com os problemas que são encontrados pela irmã que admite ter uma experiência visionária. O Confessor tem de ter consciência do pânico que isto envolve, e deve avisar dos efeitos de pânico que são produtores de muita miséria e tensão. O aviso de Teresa é simples: (…) se as visões vêm de Deus, elas fazem bem em qualquer caso; se vêm do diabo, elas podem tornar-se boas, porque são ocasiões para admitir que nós não as merecemos e assim temos uma oportunidade para aprofundar a nossa humildade. Isto envergonha o diabo que assim nos deixa em paz» (112).