1 de março de 2004

Henri de Lubac, Paradoxes. «Um dia acontece que se apercebe subitamente que todos esses problemas “abstractos” que talvez bem ou mal se tinha acabado por compreender o sentido, não são exercícios escolares, entediantes para uns, interessantes ou mesmo apaixonantes para outros; mas que são problemas reais, problemas que colocam a realidade da vida, que lhe interessam inteiramente e cuja solução importa soberanamente. A partir desse momento a reflexão filosófica toma outro carácter. Ela deixa de ser um trabalho como um outro. Não se sente mais o direito de se abstrair sistematicamente dele fora das horas que o programa de estudos impunha; e sobretudo o direito de lhe fechar o acesso – e o poder – sobre a vida íntima.» (61-62)