7 de março de 2004

«O Acto de Cristo produziu a passagem. Ele traçou a linha da partilha do tempo. Ele separou, ele reuniu. (…) Isto é o pivot da dialéctica cristã. (…) Ela é, reconheçamo-lo, na sua expressão corrente, tentada por um espírito fortemente polémico. Assim foi depois de São Paulo. Ela arrisca, nós devemos reconhecê-lo igualmente, senão a fazer esquecer, pelo menos a negligenciar os valores permanentes, embora ainda incompletos, da revelação antiga. (…) O problema que ela teve para resolver foi de algum modo permanente; cada geração o reencontra, no azar de uma controvérsia ou de um incidente disciplinar que pode de novo torná-lo sempre muito actual. Isto não foi somente um problema para a Igreja: foi sempre um problema dentro da Igreja.» (Henri de Lubac, l’Écriture dans la tradition: 230-231)