3 de março de 2004

Com Teresa. «Sem surpresa no capítulo 7 chega à discussão da 'melancolia', um termo que, como os seus recentes tradutores observam, ‘inclui toda uma série de desordens mentais e emocionais’. Teresa está consciente de alguma confusão naquilo que escreve (e talvez naquilo que sente) acerca disso; mas o que é claro neste capítulo é que a ‘melancolia’ é muito facilmente usada como desculpa para as falhas na caridade comunitária. A superior deve tratar o depressivo crónico (…) como um doente, e deve assegurar-se que a sua dieta e o que o rodeia não tornam as coisas piores; ela deve também estar preparada para mostrar afecto pelo que sofre. Mas é essencial que o ‘melancólico’ seja chamado a responder pelas suas acções, que lhe sejam dadas reais responsabilidades e que seja punido pelas suas falhas. Deixado entregue a si mesmo, à sua própria vontade, a ‘melancolia’ alimenta a loucura; disciplinado, chamado a dar conta de si, se o seu tormento continua, é colocado firmemente em proporção e perspectiva.» (112)