11 de fevereiro de 2004

«O Baptista histórico diz: eu não sou o Mensageiro, pois ele é incomparavelmente maior e poderoso do que eu. De acordo com o Quarto Evangelho o povo suspeitou que ele era o Cristo. Ele foi obrigado a dizer: eu não sou Cristo (João 1:20) (…) A pessoa do Baptista tornou-se historicamente irreconhecível. Finalmente, está transformada no homem moderno que duvida, alguém em que uma metade acredita no messianismo de Jesus e em que a outra metade não acredita. Neste apreensiva indecisão, neste ir e vir, supõe-se a tragédia da sua existência! Por isso, nós os modernos podemos colocá-lo na lista daqueles caracteres tão interessantes que correm para a ruína de uma trágica meia fé.» (Albert Schweitzer: O Mistério do Reino de Deus, 94)