24 de fevereiro de 2004

«Já desde Nietzsche, e até no próprio tempo de Nietzsche, nova interrogação se pôs (...) “que pode o homem? Que pode um homem?” Esta interrogação é reforçada pela apreensão terrível de que o homem pudesse ter sido outra coisa: que tivesse podido mais e continuasse ainda a poder mais; que haja de ficar, indignamente, na primeira etapa (…) Tal interrogação é, propriamente, a interrogação do ateu, e Dostoievski assim o entendeu admiravelmente» - André Gide sobre Dostoievski.