16 de novembro de 2003

Uma amiga falou com entusiasmo deste livro. Andávamos a bordo com Kant. O livro era sobre Kant. O autor De Quincey. Estranha parelha. O estóico alemão e o desmedido inglês. O que resultaria do encontro entre um experimentado consumidor de ópio e alguém que via na cerveja preta a “mãe” de todas as doenças? – Os últimos dias de Immanuel Kant, livro da Relógio d’Água deste ano, oferece-nos uma escrita terna que vai dando conta da fase terminal da vida de Kant. Um grande homem frágil e fragilizado pela doença, um homem que obstinadamente procura a dignidade no infortúnio. Um grande homem que continua a sê-lo pelo cuidado constante dos amigos. Um bom livro para ler ao Domingo.