16.5.08

chegou o momento em que ele estava disposto a defender cegamente qualquer causa

A justiça é inata.

cruz: o que nos pesa

10.5.08

as crianças sabem ser sérias; as crianças sabem brincar; as crianças estudam; as crianças sabem estudar; as crianças preocupam-se; as crianças sabem preocupar.

2.5.08

admiro os que espalham a tinta no quadro; gostava de me compadecer dos que a deixam ficar, primeiro volume, concentrada, sem lhe dar destino

se a incoerência pode ser um sinal de vitalidade, a contradição é um sinal de doença

27.4.08

como posso reduzir a importância deste desejo? – pelo controle; apostando noutro

não leves em tanta conta o meu exagero! – começa por não levar em tanta conta o teu desespero!

as amizades devem ser exclusivas? – não, não devem ser exclusivas

25.4.08

a partir das dez da noite, salvo excepções, vêem-se mais na rua os bms e os mercedes

tenho desejos fortes: não. tenho desejos brutos.

20.4.08

é preciso que as coisas estejam organizadas para que se possam desarrumar;

E ele disse aos seus discípulos que lhe tivessem sempre pronto um barquinho junto dele, por causa da multidäo, para que o näo oprimisse - Evangelho de S. Marcos - Capítulo 3 - 9

14.4.08

E retirou-se Jesus com os seus discípulos para o mar - Evangelho de S. Marcos - Capítulo 3 - 7

7.4.08

Talvez seja assim. A quem amo e a quem não está nas suas mãos, quando se põe nas minhas mãos, devo fazer com que consiga colocar-se em suas mãos. E isso eu. Quando não estou em minhas mãos, antes que me perca em outras mãos, devo preocupar-me em voltar para minhas mãos. A partir daí, da liberdade que imuniza, posso entregar-me, devo perder-me, sabendo que dê por onde der, por muito contaminado que esteja, não vou deixar de me encontrar.

3.4.08

Quando ouvi rádio toda a noite, posso dizer que isso foi belo? – Sim, podes, isso é belo e triste!

31.3.08

Talvez porque o centro da atenção esteja na cabeça e na cabeça habite o pensamento, estamos sobretudo atentos aos nossos pensamentos. Quem se vicia nesta atenção, dá, claro, conta, por exemplo, da dor, quando lhe dói. A dor tem essa coisa de impor-se. O prazer também. Mas, o caso da alegria é mais complicado. A alegria é sempre gentil e para entrar é preciso deixá-la entrar. Sobretudo nos casos em que o que a motiva é doce, manso e suave. Eu já estive completamente pendurado no pensamento. Parecia que o pensamento comia, bebia, tinha pernas e andava. Ou que o corpo do outro e a sua pessoalidade estava dentro dele. Pendurado, disse bem. Pelas orelhas e o chão distante dos pés. É por isso que a oração é uma coisa diferente. Une o pensamento a um resto que é bem mais importante do que ele.

20.12.07

o calor conhece-se sem raciocínio

10.12.07

Quanto mais limpo, mais se vê a nódoa